23 fevereiro 2006

Fontes Alternativas de Energia - 2ª Parte

No Brasil são produzidas diariamente cerca de 241 mil toneladas de resíduos sólidos urbanos , dos quais 90 mil são de origem domiciliar. Dessa forma, a média nacional de produção de resíduos sólidos urbanos por habitante, estaria em torno de 600g/dia. Uma cidade como São Paulo, por exemplo, produz em média 1 kg/dia de resíduos sólidos urbanos por habitante. [1]

Em geral, à medida que aumenta o tamanho das cidades, aumenta também o atendimento à população com serviços de coleta de resíduos sólidos urbanos , o que caracteriza assim a quantificação. Nas duas categorias de cidades de menor tamanho: até 20 mil habitantes, e de 20 mil a 50 mil habitantes, a cobertura desses serviços gira em torno de 60% dos domicílios urbanos no Brasil. Outro fator influenciador é o fato de que quanto maior o nível de renda da população, maior o atendimento em termos de coleta de resíduos sólidos urbanos. [2].

Os dados indicam que a destinação final dos resíduos sólidos urbanos no Brasil apresenta como características que cerca de 45% dos resíduos coletado, é disposto em vazadouros, sem qualquer tipo de tratamento. Outros 45% destina-se a aterros controlados ou sanitários e 5% recebem tratamento em usina. Nas regiões Norte e Nordeste a parcela dos resíduos sólidos urbanos recolhidos que é jogada em vazadouros é maior - em torno de 90%. Na Região Norte, dentro desses 90%, aproximadamente 23% são jogados em áreas alagadas. Nas regiões Sul e Sudeste o quadro é menos dramático, principalmente para os municípios com mais de 300 mil habitantes, onde a maior parte dos resíduos sólidos urbanos coletados recebe tratamento adequado. [3]

[1] Manual de Gerenciamento Integrado (IPT/CEMPRE, 1995),
[2] IBGE/DPE/Deiso - Depart.º de Estatística e Indicadores Sociais - PNSB/89, in Texto para Discussão nº 403, Serra da Motta
[3] PNAD/90 , in Texto para discussão nº 403, Serra da Motta

Tendo em vista que as grandes cidades são as maiores geradoras de resíduos, seus administradores estão sendo pressionados pela Promotoria Pública, para atenderem as normas ambientais vigentes para a correta destinação dos resíduos sólidos domiciliares, com um mínimo de efeitos nocivos ao meio ambiente e os órgãos ambientais estão restringindo a disposição inadequada de resíduos em ordem crescente, principalmente em razão da recente aprovação da lei sobre crimes ambientais, podemos afirmar que a tendência do mercado de geração de energia à partir de resíduos sólidos urbanos é muito favorável.

Sem dúvida o desenvolvimento de novas tecnologias incentiva cada vez mais a aplicação de processos adaptados às nossas condições, transformando o agressivo lixo urbano e hospitalar em produto para uso energético e industrial, transformando este sério problema em uma solução geradora de empregos, utilidades, resolvendo sérios problemas ambientais, sociais e de saúde aliado ao mercado de créditos de carbono, viabilizando estes investimentos.

19 fevereiro 2006

Fontes Alternativas de Energia - 1ª Parte

O lixo urbano tornou-se um dos principais problemas da sociedade mundial. Enquanto a União Européia impõe leis que objetivam a completa desativação de aterros sanitários e sistemas de incineração, devido à intensa geração de agentes poluidores, que além de agredirem intensamente a camada de ozônio, são também geradores do efeito "estufa", países como o Brasil vêm acelerando a implementação dos aterros sanitários e sistemas de incineração de lixo.

Enquanto existe forte tendência na União Européia, indicando o lixo urbano como um “comodity” a ser negociado em bolsa para processamento e obtenção de insumos energéticos e industriais, os governos estaduais e municipais pagam altos valores a empresas privadas para a destinação do mesmo, que normalmente é simplesmente depositado em terrenos próximos aos centros urbanos, gerando diversas doenças, agredindo o meio ambiente através dos gases gerados e da contaminação do lençol freático pelo chorume.

Tecnologias avançadas vêem sendo desenvolvidas para resolver esse problema nos países chamados desenvolvidos. Incentivar o desenvolvimento e a aplicação de processos adaptados às nossas condições, que possam transformar o agressivo lixo urbano e hospitalar em produtos para uso energético ou industrial, transformando esse sério problema em uma solução geradora de empregos, utilidades e principalmente os chamados “créditos de carbono”, deve sempre justificar os investimentos envolvidos.

16 fevereiro 2006

Renovação Empresarial - 1ª Parte

A maioria das empresas que operam no país vem enfrentando dificuldades cada vez maiores para poder atingir seus objetivos de crescimento e de resultados. Essas dificuldades são conseqüência de vários fatores, desde a fragilidade e dependência externa da economia brasileira, a complexa legislação tributária nacional, as pressões competitivas internas e externas até a mais recente e nova geração de negócios digitais.

Esse quadro de ameaças à viabilidade econômica de um grande número de setores e de empresas indica a necessidade de uma efetiva renovação dos padrões de desempenho de suas organizações, que lhes permitam ajudar ao meio ambiente brasileiro e, no caso daquelas que dependem do mercado internacional, tornarem-se competitivas em termos externos.

O cenário exige que as empresas sejam criativas, agressivas e inteligentes. A ruptura com o passado é sem dúvida um fator crítico de sucesso, onde estratégias tradicionais não serão totalmente adaptáveis e um planejamento e/ou implantação inadequados será uma garantia para o fracasso.